quinta-feira, 12 de abril de 2018

Instalando o WRT em roteadores sem fio

Instalando o WRT em roteadores sem fio

O WRT é um firmware baseado em Linux para ser usado em roteadores sem fio e pontos de acesso, que substitui o firmware de fábrica de muitos dispositivos do tipo  e assim se consegue mais funcionalidades do que o firmware original. Aqui vou mostrar como instalar o WRT em um roteador sem fio da TP-Link modelo TL-WR741DN. E atenção: não me responsabilizo por qualquer cagada que aconteça com o dispositivo de quem tentar fazer a instalação desses firmwares alternativos, façam por conta e risco de vocês, ok?

Na figura acima podemos ver o roteador, que foi bem popular há alguns anos atrás e que pode ser achado ainda por aí a um bom preço. Possui 1 porta WAN, 4 portas LAN e é um roteador 150N.


Na figura acima podemos ver a interface web de configuração de fábrica do roteador. Para acessá-la, basta digitar o endereço 192.168.0.1 no navegador; o login padrão é admin e a senha também é admin. Se você conseguiu um roteador desses e não conseguir acessá-lo, basta resetá-lo indo lá na parte traseira dele com ele ligado, aperte e segure com um clip o botãozinho embutido que tem no lado esquerdo durante uns 10 segundos e depois solte-o. As luzes do roteador vão apagar e depois vão acender de acordo com o boot do equipamento. Depois disso, tente de novo, lembrando que a SSID que vai aparecer não tem senha para entrar (se você for entrar via rede sem fio) ou então use um cabo de rede ligado em uma das portas LAN do roteador.

Vamos então encontrar o firmware do equipamento. Vá no site https://www.openwrt.org/, clique em Download e depois em Table of Hardware; procure ali pelo equipamento em si (no caso, TL-WR741ND). Mas atenção: assim como placas-mãe, os equipamentos possuem releases de hardware. Para saber a versão do seu aparelho, vire-o de cabeça para baixo e veja na etiqueta essa indicação:

No meu caso, meu aparelho está na versão 4.20 e é essa versão que eu vou baixar. Você vai notar que no site do WRT há dezenas de firmwares para dezenas de roteadores; então, caso você não tenha um TP Link, talvez encontre um WRT para o equipamento que você possua.


Então, o link para baixar o firmware do MEU aparelho é esse aqui. De posse do arquivo BIN baixado, basta entrar na interface web do roteador conforme falei mais lá pra cima, vá em Ferramentas do Sistema e depois em Firmware, clique em Escolher Arquivo e localize o mesmo no seu computador, clicando depois em Atualizar.


Aguarde a instalação do firmware e o dispositivo reiniciará.


Pronto. Se tudo tiver dado certo, basta acessar o roteador via navegador web digitando o endereço 192.168.1.1. Nesse caso, será necessário fazer isso conectado através de uma das portas LAN do roteador pois o rádio do equipamento estará desligado.


Como não foi designado nenhuma senha, basta clicar em Login para entrar no sistema. Você pode então clicar em Go To Password Configuration e definir logo lá a senha do administrador do sistema.


Para ativar o rádio do equipamento, vá em Network/Wireless e clique em Enable.


A rede sem fio está habilitada mas não está com a segurança ativada. Vá em Network/Wireless. No seu SSID (que deve estar como LEDE), clique em Edit. Lá embaixo, em Interface Configuration, em ESSID coloque o nome que você quer para a sua rede sem fio e clique em Save. Depois vá em Wirelees Security, em Encrypt escolha WPA2/PSK e force o TKIP e EAS e coloque a chave de acesso para a sua rede sem fio, clicando depois em Save and Apply e espere o roteador reiniciar.

Basta agora você conectar o seu roteador sem fio na sua rede e pronto, seja feliz, hehehe...

Na eventualidade de você perder acesso ao roteador, você pode resetá-lo usando o botão de reset do equipamento ou então entrando via Telnet ou SSH e dar os seguintes comandos:

erase nvram
reboot

Isso irá resetar o roteador, basta então entrar na interface web do aparelho e refazer as configurações.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Erro de finalização de trabalho ao desligar a máquina

Erro de finalização de trabalho ao desligar a máquina

Um problema clássico que pode ocorrer em nossas instalações é esse aqui da imagem abaixo:


A imagem mostra um erro de trabalhos que foram iniciados no boot da máquina e necessitam ser parados mas, por algum problema qualquer, os mesmos ficam com uma contagem de tempo que vai se perpetuando, retardando em muito o desligamento da máquina. Isso é muito chato, pois por várias vezes é necessário resetar a máquina ou desligá-la na marra.

Uma forma de se corrigir isso é usando o programa WatchDog, que via de regra é um deamon que fica de olho em aplicativos que se comportam mal e são então reiniciados, parados ou mesmo de hardware, como temperatura. Para instalá-lo, basta abrir o Terminal e, como root, digitar:

apt-get install watchdog <ENTER>

Aguarde a instalação do programa. Vamos então adicioná-lo à inicialização da máquina e habilitar o mesmo para funcionamento imediato: no Terminal como root, digite:

systemctl enable watchdog.service <ENTER>
systemctl start watchdog.service <ENTER>

Pronto, seu sistema estará mais confiável e sem esse eventual problema de trabalhos que não são finalizados.

Se você der um watchdog no Terminal, verá a seguinte tela:


Você pode configurar alguns parâmetros no programa para ele checar determinados arquivos, ou processos, interfaces, temperatura, testar arquivos binários e tal. Não experimentei nenhuma dessas outras opções, eu só queria mesmo me livrar do erro de não finalizar trabalhos iniciados.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Voltando ao velho Debian - será que vale?

Voltando ao velho Debian - será que vale?

Há algum tempo atrás, lá nos tempos do Debian Lenny, mostrei aqui como instalá-lo em uma máquina e configurá-lo para ficar "bunitinhu", inclusive colocando o KDE4 e deixando o Gnome bem bacana. Recebi várias mensagens de gente achando o material legal e de outros dizendo que o sistema ficou "parecendo Windows". Bom, gosto não se discute e só segue o que posto nesse blog quem quer, já que não obrigo ninguém a fazer o que faço.

De lá pra cá muita coisa mudou no mundo Ubuntu/Debian, com o surgimento do KDE5, Unity, Gnome-Shell, aposentadoria do Gnome "tradicional" e por aí vai, mas sempre preferi a velha fórmula de "painel embaixo" e que eu pudesse configurar o sistema como eu quisesse mas sem perder a beleza e a praticidade, coisas que ficaram um pouco mais difíceis de fazer com todas essas "novidades". Na minha opinião, "k-garam" todas as interfaces mais "bonitas" (como a KDE5) e, opinião minha, a interface Cinnamon é a "menos pior" entre as que podem ser colocadas no sistema.

Então, resolvi testar o Debian 9. Apesar do Ubuntu ser baseado no Debian, o Ubuntu seguiu uma linha própria de desenvolvimento, é a distribuição "mais Windows" do mundo Linux uma vez que essa distribuição tem praticamente tudo automatizado na hora de sua instalação. Isso é muito prático, já que o usuário não quer esquentar a cabeça, mas tem usuário (como eu) que gosta de uma coisa mais "trabalhosa", pois assim você não se torna apenas um usuário de Linux e sim alguém que pode frequentar fóruns e discutir sobre o sistema.

O Debian, como sempre, na sua instalação normal é sempre meio feinho e faltam muitos programas e configurações que em outras distribuições (como a Ubuntu) já vem "de fábrica". Se você quer se aventurar a instalar o Debian 9 e ter um certo trabalho para deixá-lo do jeito que você gosta, então mãos à obra. Vou mostrar o básico do que fazer, já que para instalar o Debian podem ser seguidos vários tutoriais que tem aqui neste mesmo blog. 

Olha a cara do meu Debian depois das modificações que fiz:


Coloquei o Cairo-Dock (um dock de ícones de aplicativos estilo Mac), o sempre onipresente Conky nas minhas distribuições personalizadas e, como gerenciador de janelas, o Cinnamon com um tema escuro, além de todos os outros programas de meu uso corrente.

No caso de você baixar o cd mínimo de instalação, vai precisar de internet para baixar os demais pacotes para deixar o sistema funcional. No site do Debian você acha as imagens de instalação necessárias. No meu caso, eu baixei a versão de 290MB e o resto foi pela internet mesmo. De posse do arquivo ISO, você pode fazer um pendrive de instalação usando um programa de criação de pendrives butáveis, dar boot na máquina com esse pendrive e começar a se "divertir".

Para poder fazer certas coisas, depois da instalação e com o sistema funcionando você precisa editar o arquivo /etc/apt/sources.list e colocar esse conteúdo (substitua o conteúdo do original):

# deb cdrom:[Debian GNU/Linux 9.3.0 _Stretch_ - Official amd64 NETINST 20171209-12:10]/ stretch main

# deb cdrom:[Debian GNU/Linux 9.3.0 _Stretch_ - Official amd64 NETINST 20171209-12:10]/ stretch main

deb http://ftp.br.debian.org/debian/ stretch main
deb-src http://ftp.br.debian.org/debian/ stretch main

deb http://security.debian.org/debian-security stretch/updates main
deb-src http://security.debian.org/debian-security stretch/updates main

# stretch-updates, previously known as 'volatile'
deb http://ftp.br.debian.org/debian/ stretch-updates contrib non-free main
deb-src http://ftp.br.debian.org/debian/ stretch-updates main
deb http://httpredir.debian.org/debian/ stretch main contrib non-free

deb http://deb.debian.org/debian/ stable main contrib non-free
deb-src http://deb.debian.org/debian/ stable main contrib non-free

deb http://deb.debian.org/debian/ stable-updates main contrib non-free
deb-src http://deb.debian.org/debian/ stable-updates main contrib non-free

deb http://deb.debian.org/debian-security stable/updates main contrib non-free
deb-src http://deb.debian.org/debian-security stable/updates main contrib non-free

## Debian Stretch Backports
deb http://ftp.debian.org/debian stretch-backports main contrib non-free
deb-src http://ftp.debian.org/debian stretch-backports main contrib non-free

deb http://security.debian.org/ stretch/updates contrib non-free main
deb http://ftp.br.debian.org/debian/ stretch-proposed-updates main non-free contrib
#deb http://ftp.de.debian.org/debian sid main => Repositório instável, deixe desativado
deb http://ftp.de.debian.org/debian jessie main #Repositório para determinados arquivos
deb http://ftp.de.debian.org/debian stretch main

Esses repositórios são complementares aos que já vem na lista original para a instalação de drivers proprietários e outras coisas. Depois de colocar os repositórios, basta dar um apt-get update e depois um apt-get dist-upgrade para atualizar a máquina.

Uma das coisa que será necessária fazer é em relação a alguns firmwares restritos, como de placas de vídeo nVidia e ATI e de placas de rede com e sem fio. Para instalar esses firmwares restritos (cujos repositórios aqui postados já os contemplam), basta usar o comando:

sudo apt-get install firmware-linux-nonfree libgl1-mesa-dri firmware-amd-graphics xserver-xorg-video-ati

A listagem dos firmwares disponíveis são:

firmware-amd-graphics         firmware-intel-sound          firmware-misc-nonfree
firmware-atheros              firmware-intelwimax           firmware-myricom
firmware-b43-installer        firmware-ipw2x00              firmware-netxen
firmware-b43legacy-installer  firmware-ivtv                 firmware-qlogic
firmware-bnx2                 firmware-iwlwifi              firmware-realtek
firmware-bnx2x                firmware-libertas             firmware-samsung
firmware-brcm80211            firmware-linux                firmware-siano
firmware-cavium               firmware-linux-free           firmware-ti-connectivity

firmware-crystalhd            firmware-linux-nonfree        firmware-zd1211

O resto é com vocês...

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Erro na instalação do WPS no Linux

Erro na instalação do WPS no Linux

O WPS é uma ótima suíte de escritório, substituindo o bom e velho BR Office e até mesmo o MS Office. Aqui mesmo há posts sobre a instalação do programa e tal, então o que eu trago agora é um erro de dependência na hora de instalar o programa em versões mais novas do Ubuntu. Um desses erros é o pacote libpng12-0, que aparece como não tendo candidato para instalação no sistema.

O jeito é buscar ou em repositórios Debian ou mesmo em repositórios alternativos que não vem no Ubuntu. Um desses é esse:

deb http://cz.archive.ubuntu.com/ubuntu xenial main
deb http://cz.archive.ubuntu.com/ubuntu zesty main

Basta inserir esse repositório na source.list de seu sistema, dar um apt-get update e instalar o pacote WPS que automaticamente a dependência será baixada e instalada.

Caso você não queira mexer na sua source.list ou o seu sistema não achar o arquivo desejado, basta baixar o pacote do site abaixo para a sua arquitetura de máquina:


Nesse caso, apesar de ser para a versão Xenial do Ubuntu, vai funcionar também na Zesty.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Configurando o Sistema de Monitoramento Nagios

Configurando o Sistema de Monitoramento Nagios

Aqui vamos configurar de modo rápido os hosts monitorados pelo Nagios. Se você optou por instalar o Nagios via compilação, basta seguir esses passos. Se escolheu a instalação pelo repositório, adapte o que vai estar sendo mostrado aqui.

Precisamos editar o arquivo localhost.cfg que está em /usr/local/nagios/etc/objects:

cd /usr/local/nagios/etc/objects
nano localhost.cfg (pode usar o Gedit também para facilitar)


Neste arquivo configuramos os hosts que vão ser inseridos no monitoramento. A configuração básica dele é a seguinte (e que aparece no arquivo que vai ser editado, eu tirei os comentários das linhas para facilitar):

# Define a host for the local machine
define host{
use linux-server
host_name localhost
alias localhost
address 127.0.0.1
}


Nela estão especificados os dados do localhost, como nessa figura:

Vamos então configurar alguns hosts. Basta colar as mesmas linhas mostradas acima conforme mostrado abaixo, logicamente mudando os dados conforme a necessidade (esses hosts são apenas exemplos, devem ser mudados de acordo com as suas necessidades). Use um editor como o Kate ou Gedit por serem mais fáceis de usar:

# Define a host for the local machine
define host{
use linux-server
host_name localhost
alias localhost
address 127.0.0.1
}
# Define a host for the local machine
define host{
use linux-server
host_name Roteador Cisco 1900
alias Router Cisco 1900
address 200.147.67.142
}
# Define a host for the local machine
define host{
use linux-server
host_name Servidor DNS Linux
alias SRV-DNS Linux
address 54.85.181.29
}
# Define a host for the local machine
define host{
use linux-server
host_name Servidor DNS Windows
alias SRV-DNS 2008
address 208.84.244.116
}


Depois disso, devemos colocar os hosts no grupo linux-servers. Mais abaixo você encontrará o seguinte:

# Define an optional hostgroup for Linux machines
define hostgroup{
hostgroup_name linux-servers ; The name of the hostgroup
alias Linux Servers ; Long name of the group
members localhost ; Comma separated list of hosts that belong to this group
}


Então colocamos os nomes dos hosts que configuramos acima:

# Define an optional hostgroup for Linux machines
define hostgroup{
hostgroup_name linux-servers ; The name of the hostgroup
alias Linux Servers ; Long name of the group
members localhost,Roteador Cisco 1900,Servidor DNS Linux,Servidor DNS Windows; Comma separated list of hosts that belong to this group
}


Configuramos então 3 hosts no Nagios. Reiniciamos o serviço do Nagios e depois basta abrir o navegador com o endereço IP do servidor/nagios e se autenticar como foi mostrado anteriormente:

service nagios restart


Se tudo estiver bem, será mostrado o "Starting nagios: done"; se houver algum erro no arquivo de configuração, ele será mostrado no prompt e o nagios não iniciará, basta corrigir o erro e tentar novamente. Uma vez configurados hos hosts, eles levarão um certo tempo até serem mapeados:


Mas depois de alguns minutos, o mapa dos hosts deverão aparecer com seus estados:

Há muitas outras opções a serem configuradas, mas aí ficam por conta de vocês; há muita documentação sobre o uso do Nagios no "Pai Google"...