sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Restaurando o PFSense

Restaurando o PFSense


Já vimos aqui como fazer a instalação do PFSense em uma máquina normal, onde você tem acesso à interface gráfica de instalação através de um monitor, mas há equipamentos onde não há saída de monitor e a única forma de você ver o que está ocorrendo durante o boot de tal dispositivo é através da porta serial. Um equipamento desse tipo (chamado APU) é esse mostrado na figura abaixo:


É um aparelho muito interessante, usa memória flash interna e possui 3 portas de rede, duas USB e uma serial. Tem um furinho na frente que deveria ser usado para resetar o equipamento para o padrão de fábrica mas aparentemente não funciona, então vamos ver aqui como instalar o sistema em um equipamento desse e como recuperá-lo em caso de não se saber a senha de acesso ou mesmo por alguma configuração qualquer errada que não nos permite entrar na página web do PFSense instalando.

Primeiro você precisará de um cabo serial do tipo "NULL", não serve os que são confeccionados pino a pino. O cabo "NULL" possui alguns pinos soldados de modo cruzado conforme a figura abaixo:


Para confeccionar esse cabo, você precisará de um cabinho de cerca de 1 metro com 3 ou 4 pares de fio; pode ser usado até cabo de rede, onde a fiação com cores marcadas vai facilitar muito a identificação dos fios; e também de dois conectores DB-9 fêmeas, como mostrado na figura abaixo:

Note que os pinos tem numeração, normalmente marcados em autorelevo no próprio corpo do componente:


Então, devemos montar o cabo seguindo a seguinte tabela:

Conector 1
Conector 2
Pino 1 - Sem conexãoPino 1 - Sem conexão
Pino 2
Pino 3
Pino 3
Pino 2
Pino 4 - Sem conexãoPino 4 - Sem conexão
Pino 5
Pino 5
Pino 6 - Sem conexãoPino 6 - Sem conexão
Pino 7
Pino 8
Pino 8
Pino 7
Pino 9 - Sem conexãoPino 9 - Sem conexão

Pronto, você mesmo pode montar o cabo ou pedir para a loja fazê-lo para você. De posse do cabo, você precisa ver se a sua máquina possui uma porta serial para ligar o cabo. Se não possuir, será necessária a compra de um adaptador USB-Serial, como na figura abaixo:

Esse tipo de adaptador costuma ser usado em notebooks para a ligação de impressoras que usam a porta serial para a comunicação de dados. Você precisará também do programa Putty, que você poderá baixar clicando aqui. Você ainda vai precisar baixar do site do PFSense uma ISO para pendrive: vá nessa página e escolha a versão do PfSense para USB Memstick Installer, que é versão para esse tipo de equipamento. O arquivo é relativamente pequeno, cerca de 300MB. Uma vez baixado, descompacte o arquivo GZ baixado e dentro dele terá um arquivo .img ou .iso . Baixe o programa Win32 Disk Imager ou outro que permita criar pendrives butáveis. No caso do Win32, abra o programa e não tem nada mais fácil:


Espete o pendrive em uma máquina qualquer que tenha o Disk Image, abra o programa, selecione a imagem e clique em Write. Deverá aparecer uma mensagem de que poderá danificar o pendrive; deixe isso pra lá, nada que uma formatação padrão não resolva. Uma vez terminada a cópia dos arquivos, estamos prontos para prosseguirmos.

De posse do programa Putty, do eventual adaptador e do cabo serial, vamos então ao que interessa. Coloque o adaptador na máquina (se a máquina já possuir porta serial funcional, pule esta parte) e instale os drivers referentes ao equipamento USB. Depois disso, você deverá ir no Painel de Controle e ver se o dispositivo foi reconhecido e qual porta COM ele está associado:


Abra o Putty, coloque no campo Serial Line a porta mostrada no Painel de Controle (já que pode variar de máquina para máquina) e clique em Open:


Vai aparecer uma janela preta esperando que você ligue a APU que quer instalar ou recuperar o PFSense:


Agora, ligue o APU com o PFSense e aguarde:


Se você vai recuperar o PFSense e o sistema estiver operacional, espere até que ele carregue totalmente:


Basta então escolher a opção Reset To Factory Defaults e aguardar o fim do processo. Você poderá reconfigurar então o PFsense conforme já vimos aqui em vídeo e outros tutoriais.

Se por acaso você estiver precisando instalar do zero o PFSense seja pela razão que for, antes de ligar o equipamento, espete o pendrive que você criou anteriormente em uma das entradas USB da APU e ligue o equipamento. Assim que aparecer o POST da APU, aperte F10 para entrar nas opções de menu do equipamento.


Nesse nosso exemplo, deveremos escolher o número 1, que é a referência ao pendrive:


A partir daí a instalação e configuração se dá do mesmo modo que já vimos aqui neste site. Note que todo esse processo mais "complicado", como a compra de adaptador USB-Serial, se dá apenas para máquinas que não possuam portas seriais disponíveis, como é o caso de notebooks.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Erro no DPKG

Consertando o erro no dpkg

Há vezes em que, ao instalarmos um programa em nossa máquina, aparece um erro do tipo:

Sub-process /usr/bin/dpkg returned an error code (1)

E a partir daí não se consegue fazer nenhum tipo de instalação de programas, nem mesmo atualizar o sistema. Normalmente conseguimos consertar isso digitando como root o comando:

apt-get install -f

Caso não funcione, podemos tentar algo mais "drástico", que é apagando a pasta de informações de pacotes que está em /var/lib/dpkg/info/. Nessa pasta estão informações dos pacotes instalados na sua máquina com os respectivos MD5 e pode ficar com muitos arquivos, ocasionando o problema descrito. Para resolvê-lo, digite o seguinte no Terminal como root:

rm -rfv /var/lib/dpkg/info/*.* 
apt-get clean
apt-get install -f
apt-get update

O primeiro comando irá apagar o conteúdo da pasta citada e os demais comandos limparão a lista de pacotes no cache do apt e também corrigirá erros de instalação e dependência que porventura o seu sistema tenha. Depois disso é só instalar os programas que você estava tentando colocar e não ligar para os eventuais erros dizendo que tal arquivo não foi encontrado mas parece estar instalado, já que essas informações eram dadas pelos arquivos dentro da pasta /var/lib/dpkg/info/.

Se você quiser ser mais caprichoso, você pode fazer um backup do conteúdo dessa pasta, depois apagar o que tem lá dentro, rodar os comandos mostrados e depois passar o backup que você fez de volta para a pasta de origem, para ver se o problema não vai aparecer mais.

Desligando a máquina de modo mais rápido

Desligando a máquina de modo mais rápida


Pra quem usa KDE, desligar a máquina pode parecer um pouco demorado, mesmo só se gastando alguns cliques a mais para isso. É quando você vai no Menu K, Sair e aparece uma janelinha para você escolher o que fazer. Se você quer apenas ir lá no Menu K, clicar em desligar ou reiniciar e pronto, vá nas Configurações de Sistema, Iniciação e Desligamento, Gerenciamento de Sessões e deixe a janela que aparecer desse jeito:

Pronto, para desligar a máquina, basta ir no Menu K, Sair e Desligar. Simplex, hehehehe...

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Várias áreas de trabalho

Várias áreas de trabalho

Sinceramente nunca vi muita utilidade nessa situação de ter várias áreas de trabalho usando um único monitor, pois é mais prático (e caro) usar mais de um monitor e estender o desktop para além do monitor principal. Essa "façanha" pode ser conseguida facilmente usando placas de vídeo com vários tipos de saída, como VGA, HDMI e DVI, cada uma delas sendo conectada a um monitor diferente e atráves dos drivers de controle da placa de vídeo arranjar as telas conforme a sua necessidade.


Mas quando se é mais "pobrinho" e não temos como dispor de mais de um monitor e/ou uma placa de vídeo com essa possibilidade (tem placas-mãe que já possuem em seus vídeos embutidos essa opção de mais de um monitor), podemos então ter mais de um desktop na mesma máquina usando Linux. São as tais "Áreas de Trabalho Virtuais", que normalmente não vem habilitadas no sistema. Para ativar e usar essa opção, vá no Menu K e procure por Configurações do Sistema, Comportamento da Área de Trabalho. Ali, clique em Áreas de Trabalho Virtuais e deixe mais ou menos como mostrado abaixo:


Com isso você terá 4 áreas de trabalho virtuais. Agora vamos ver como fazer para fazê-las "passar" uma pela outra. Nessa mesma janela, clique na aba Mudança:


Do modo que está mostrado, eu faço com que os desktops virtuais mudem entre si usando as teclas CTRL + F1, f2, F3 e F4 e com um efeito de passagem do tipo cubo (há muitos outros efeitos, escolha o que mais lhe agradar ou não use essa opção).


Essa praticidade vai então lhe permitir que você tenha em cada desktop virtual várias janelas de programas que se ficassem abertas em um só desktop iriam tumultuar a área de trabalho única e a barra de tarefas.

Se você usa Gnome ou outro gerenciador de janelas, se vire aí, hehehe... 

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Adicionando um dicionário PT-BR ao WPS

Adicionando um dicionário PT-BR ao WPS


Eu postei aqui alguns textos em relação ao WPS, uma espécie de "clone" do Microsoft Office e que é superior em muitos aspectos ao Open Office ou Libre Office. O WPS é a cara do MS Office e, melhor, é de graça; então, se você está procurando uma solução de Office onde os usuários não vão sentir muitas diferenças no uso, ainda mais se você estiver usando Linux, aí está uma boa pedida.


À princípio a interface gráfica dele era apenas em Inglês, mas já a possui em Português do Brasil também; agora tem para pt-BR o dicionário de correção ortográfica. Como não poderia deixar de ser, o dicionário ainda é "fraquinho" no sentido da quantidade de palavras, mas do mesmo modo que ocorre em outras suítes de Office, você pode agregar palavras novas ao dicionário.

Vamos então instalá-lo, vá nesse endereço e baixe o arquivo ZIP do dicionário PT-BR; vá na pasta em que você baixou o arquivo (normalmente /home/usuário/Downloads) e descompacte o arquivo clicando com o botão direito do mouse nele e escolhendo Extrair Aqui Detectando Sub Pastas e aguarde, uma pasta chamada pt-BR será criada então na pasta em que o arquivo está (seria algo como /home/usuário/Downloads/pt-BR).

Agora abra o Terminal e digite o seguinte comando (tudo na mesma linha):

mv /home/usuario/Downloads/pt_BR/ /opt/kingsoft/wps-office/office6/dicts/ <ENTER>

Lembrando que "usuario" é a sua pasta de usuário. Se o seu nome de usuário no sistema for "benito", então ficaria:

mv /home/benito/Downloads/pt_BR/ /opt/kingsoft/wps-office/office6/dicts/ <ENTER>

Pronto, abra o WPS, abra um documento qualquer ou mesmo crie um novo e trabalhe nele. As palavras que aparecerem sublinhadas em vermelho é porque não estão no dicionário, mas antes de usar o dicionário, vá em Revisão (lá em cima) e depois em Corretor Ortográfico/Definir idioma


Selecione o dicionário Português (Brasil) e pronto. De resto o uso é como nas outras suítes de Office. Ao encontrar uma palavra "diferente", esta será destacada e será apresentado a você um leque de palavras "corretas"; se nenhuma das sugestões for a correta, basta você escolher "ignorar" e manter a que você está usando ou então Adicionar ao Dicionário para que a mesma faça parte do mesmo.


Você também pode clicar com o botão direito do mouse na palavra sublinhada e escolher as opções:

É isso aí...