sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Erro de finalização de trabalho ao desligar a máquina

Erro de finalização de trabalho ao desligar a máquina

Um problema clássico que pode ocorrer em nossas instalações é esse aqui da imagem abaixo:


A imagem mostra um erro de trabalhos que foram iniciados no boot da máquina e necessitam ser parados mas, por algum problema qualquer, os mesmos ficam com uma contagem de tempo que vai se perpetuando, retardando em muito o desligamento da máquina. Isso é muito chato, pois por várias vezes é necessário resetar a máquina ou desligá-la na marra.

Uma forma de se corrigir isso é usando o programa WatchDog, que via de regra é um deamon que fica de olho em aplicativos que se comportam mal e são então reiniciados, parados ou mesmo de hardware, como temperatura. Para instalá-lo, basta abrir o Terminal e, como root, digitar:

apt-get install watchdog <ENTER>

Aguarde a instalação do programa. Vamos então adicioná-lo à inicialização da máquina e habilitar o mesmo para funcionamento imediato: no Terminal como root, digite:

systemctl enable watchdog.service <ENTER>
systemctl start watchdog.service <ENTER>

Pronto, seu sistema estará mais confiável e sem esse eventual problema de trabalhos que não são finalizados.

Se você der um watchdog no Terminal, verá a seguinte tela:


Você pode configurar alguns parâmetros no programa para ele checar determinados arquivos, ou processos, interfaces, temperatura, testar arquivos binários e tal. Não experimentei nenhuma dessas outras opções, eu só queria mesmo me livrar do erro de não finalizar trabalhos iniciados.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Voltando ao velho Debian - será que vale?

Voltando ao velho Debian - será que vale?

Há algum tempo atrás, lá nos tempos do Debian Lenny, mostrei aqui como instalá-lo em uma máquina e configurá-lo para ficar "bunitinhu", inclusive colocando o KDE4 e deixando o Gnome bem bacana. Recebi várias mensagens de gente achando o material legal e de outros dizendo que o sistema ficou "parecendo Windows". Bom, gosto não se discute e só segue o que posto nesse blog quem quer, já que não obrigo ninguém a fazer o que faço.

De lá pra cá muita coisa mudou no mundo Ubuntu/Debian, com o surgimento do KDE5, Unity, Gnome-Shell, aposentadoria do Gnome "tradicional" e por aí vai, mas sempre preferi a velha fórmula de "painel embaixo" e que eu pudesse configurar o sistema como eu quisesse mas sem perder a beleza e a praticidade, coisas que ficaram um pouco mais difíceis de fazer com todas essas "novidades". Na minha opinião, "k-garam" todas as interfaces mais "bonitas" (como a KDE5) e, opinião minha, a interface Cinnamon é a "menos pior" entre as que podem ser colocadas no sistema.

Então, resolvi testar o Debian 9. Apesar do Ubuntu ser baseado no Debian, o Ubuntu seguiu uma linha própria de desenvolvimento, é a distribuição "mais Windows" do mundo Linux uma vez que essa distribuição tem praticamente tudo automatizado na hora de sua instalação. Isso é muito prático, já que o usuário não quer esquentar a cabeça, mas tem usuário (como eu) que gosta de uma coisa mais "trabalhosa", pois assim você não se torna apenas um usuário de Linux e sim alguém que pode frequentar fóruns e discutir sobre o sistema.

O Debian, como sempre, na sua instalação normal é sempre meio feinho e faltam muitos programas e configurações que em outras distribuições (como a Ubuntu) já vem "de fábrica". Se você quer se aventurar a instalar o Debian 9 e ter um certo trabalho para deixá-lo do jeito que você gosta, então mãos à obra. Vou mostrar o básico do que fazer, já que para instalar o Debian podem ser seguidos vários tutoriais que tem aqui neste mesmo blog. 

Olha a cara do meu Debian depois das modificações que fiz:


Coloquei o Cairo-Dock (um dock de ícones de aplicativos estilo Mac), o sempre onipresente Conky nas minhas distribuições personalizadas e, como gerenciador de janelas, o Cinnamon com um tema escuro, além de todos os outros programas de meu uso corrente.

No caso de você baixar o cd mínimo de instalação, vai precisar de internet para baixar os demais pacotes para deixar o sistema funcional. No site do Debian você acha as imagens de instalação necessárias. No meu caso, eu baixei a versão de 290MB e o resto foi pela internet mesmo. De posse do arquivo ISO, você pode fazer um pendrive de instalação usando um programa de criação de pendrives butáveis, dar boot na máquina com esse pendrive e começar a se "divertir".

Para poder fazer certas coisas, depois da instalação e com o sistema funcionando você precisa editar o arquivo /etc/apt/sources.list e colocar esse conteúdo (substitua o conteúdo do original):

# deb cdrom:[Debian GNU/Linux 9.3.0 _Stretch_ - Official amd64 NETINST 20171209-12:10]/ stretch main

# deb cdrom:[Debian GNU/Linux 9.3.0 _Stretch_ - Official amd64 NETINST 20171209-12:10]/ stretch main

deb http://ftp.br.debian.org/debian/ stretch main
deb-src http://ftp.br.debian.org/debian/ stretch main

deb http://security.debian.org/debian-security stretch/updates main
deb-src http://security.debian.org/debian-security stretch/updates main

# stretch-updates, previously known as 'volatile'
deb http://ftp.br.debian.org/debian/ stretch-updates contrib non-free main
deb-src http://ftp.br.debian.org/debian/ stretch-updates main
deb http://httpredir.debian.org/debian/ stretch main contrib non-free

deb http://deb.debian.org/debian/ stable main contrib non-free
deb-src http://deb.debian.org/debian/ stable main contrib non-free

deb http://deb.debian.org/debian/ stable-updates main contrib non-free
deb-src http://deb.debian.org/debian/ stable-updates main contrib non-free

deb http://deb.debian.org/debian-security stable/updates main contrib non-free
deb-src http://deb.debian.org/debian-security stable/updates main contrib non-free

## Debian Stretch Backports
deb http://ftp.debian.org/debian stretch-backports main contrib non-free
deb-src http://ftp.debian.org/debian stretch-backports main contrib non-free

deb http://security.debian.org/ stretch/updates contrib non-free main
deb http://ftp.br.debian.org/debian/ stretch-proposed-updates main non-free contrib
#deb http://ftp.de.debian.org/debian sid main => Repositório instável, deixe desativado
deb http://ftp.de.debian.org/debian jessie main #Repositório para determinados arquivos
deb http://ftp.de.debian.org/debian stretch main

Esses repositórios são complementares aos que já vem na lista original para a instalação de drivers proprietários e outras coisas. Depois de colocar os repositórios, basta dar um apt-get update e depois um apt-get dist-upgrade para atualizar a máquina.

Uma das coisa que será necessária fazer é em relação a alguns firmwares restritos, como de placas de vídeo nVidia e ATI e de placas de rede com e sem fio. Para instalar esses firmwares restritos (cujos repositórios aqui postados já os contemplam), basta usar o comando:

sudo apt-get install firmware-linux-nonfree libgl1-mesa-dri firmware-amd-graphics xserver-xorg-video-ati

A listagem dos firmwares disponíveis são:

firmware-amd-graphics         firmware-intel-sound          firmware-misc-nonfree
firmware-atheros              firmware-intelwimax           firmware-myricom
firmware-b43-installer        firmware-ipw2x00              firmware-netxen
firmware-b43legacy-installer  firmware-ivtv                 firmware-qlogic
firmware-bnx2                 firmware-iwlwifi              firmware-realtek
firmware-bnx2x                firmware-libertas             firmware-samsung
firmware-brcm80211            firmware-linux                firmware-siano
firmware-cavium               firmware-linux-free           firmware-ti-connectivity

firmware-crystalhd            firmware-linux-nonfree        firmware-zd1211

O resto é com vocês...

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Erro na instalação do WPS no Linux

Erro na instalação do WPS no Linux

O WPS é uma ótima suíte de escritório, substituindo o bom e velho BR Office e até mesmo o MS Office. Aqui mesmo há posts sobre a instalação do programa e tal, então o que eu trago agora é um erro de dependência na hora de instalar o programa em versões mais novas do Ubuntu. Um desses erros é o pacote libpng12-0, que aparece como não tendo candidato para instalação no sistema.

O jeito é buscar ou em repositórios Debian ou mesmo em repositórios alternativos que não vem no Ubuntu. Um desses é esse:

deb http://cz.archive.ubuntu.com/ubuntu xenial main
deb http://cz.archive.ubuntu.com/ubuntu zesty main

Basta inserir esse repositório na source.list de seu sistema, dar um apt-get update e instalar o pacote WPS que automaticamente a dependência será baixada e instalada.

Caso você não queira mexer na sua source.list ou o seu sistema não achar o arquivo desejado, basta baixar o pacote do site abaixo para a sua arquitetura de máquina:


Nesse caso, apesar de ser para a versão Xenial do Ubuntu, vai funcionar também na Zesty.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Configurando o Sistema de Monitoramento Nagios

Configurando o Sistema de Monitoramento Nagios

Aqui vamos configurar de modo rápido os hosts monitorados pelo Nagios. Se você optou por instalar o Nagios via compilação, basta seguir esses passos. Se escolheu a instalação pelo repositório, adapte o que vai estar sendo mostrado aqui.

Precisamos editar o arquivo localhost.cfg que está em /usr/local/nagios/etc/objects:

cd /usr/local/nagios/etc/objects
nano localhost.cfg (pode usar o Gedit também para facilitar)


Neste arquivo configuramos os hosts que vão ser inseridos no monitoramento. A configuração básica dele é a seguinte (e que aparece no arquivo que vai ser editado, eu tirei os comentários das linhas para facilitar):

# Define a host for the local machine
define host{
use linux-server
host_name localhost
alias localhost
address 127.0.0.1
}


Nela estão especificados os dados do localhost, como nessa figura:

Vamos então configurar alguns hosts. Basta colar as mesmas linhas mostradas acima conforme mostrado abaixo, logicamente mudando os dados conforme a necessidade (esses hosts são apenas exemplos, devem ser mudados de acordo com as suas necessidades). Use um editor como o Kate ou Gedit por serem mais fáceis de usar:

# Define a host for the local machine
define host{
use linux-server
host_name localhost
alias localhost
address 127.0.0.1
}
# Define a host for the local machine
define host{
use linux-server
host_name Roteador Cisco 1900
alias Router Cisco 1900
address 200.147.67.142
}
# Define a host for the local machine
define host{
use linux-server
host_name Servidor DNS Linux
alias SRV-DNS Linux
address 54.85.181.29
}
# Define a host for the local machine
define host{
use linux-server
host_name Servidor DNS Windows
alias SRV-DNS 2008
address 208.84.244.116
}


Depois disso, devemos colocar os hosts no grupo linux-servers. Mais abaixo você encontrará o seguinte:

# Define an optional hostgroup for Linux machines
define hostgroup{
hostgroup_name linux-servers ; The name of the hostgroup
alias Linux Servers ; Long name of the group
members localhost ; Comma separated list of hosts that belong to this group
}


Então colocamos os nomes dos hosts que configuramos acima:

# Define an optional hostgroup for Linux machines
define hostgroup{
hostgroup_name linux-servers ; The name of the hostgroup
alias Linux Servers ; Long name of the group
members localhost,Roteador Cisco 1900,Servidor DNS Linux,Servidor DNS Windows; Comma separated list of hosts that belong to this group
}


Configuramos então 3 hosts no Nagios. Reiniciamos o serviço do Nagios e depois basta abrir o navegador com o endereço IP do servidor/nagios e se autenticar como foi mostrado anteriormente:

service nagios restart


Se tudo estiver bem, será mostrado o "Starting nagios: done"; se houver algum erro no arquivo de configuração, ele será mostrado no prompt e o nagios não iniciará, basta corrigir o erro e tentar novamente. Uma vez configurados hos hosts, eles levarão um certo tempo até serem mapeados:


Mas depois de alguns minutos, o mapa dos hosts deverão aparecer com seus estados:

Há muitas outras opções a serem configuradas, mas aí ficam por conta de vocês; há muita documentação sobre o uso do Nagios no "Pai Google"...

SISTEMA DE MONITORAMENTO NAGIOS

Sistema de monitoramento Nagios

O Nagios é um sistema de monitoramento de ativos de rede opensource baseado em Linux e que é utilizado para monitorar o estado dos equipamentos de rede, como se está ativo ou não ou, no caso de computadores, o estado de discos rígidos e tal, além de mandar alertas por sms ou e-mail quando algum problema for detectado pelo sistema.


Neste tutorial vamos ver como instalar o Nagios para o monitoramento de ativos de rede para saber se os mesmos estão online ou não. Este tutorial foi feito em um ambiente Debian, então adapte-o à distribuição que você estiver usando.

O modo mais fácil de se instalar o Nagios é usando o próprio repositório da sua distribuição. No Debian, o comando seria apt-get install nagios (ou nagios3), inclusive vai instalar as eventuais dependências do pacote. Aqui vou mostrar como compilá-lo, é mais difícil de ser feito mas muito mais estável e configurável.

Quando fiz esse tutorial, o Nagios estava na sua versão 4.0.8, mas o modo de compilação do programa nas novas versões é do mesmo modo, basta ter atenção nas pastas das novas versões.

Primeiro de tudo, temos que instalar os seguintes pacotes (em modo root, apt-get install nome_do_pacote ou use o Gerenciador de Pacotes do Ubuntu):

apache2, php5, gcc, snmp, snmpd, build-essential, libgd2-xpm-dev, libsnmp-perl, libssl-dev, openssl, apache2-utils.

Depois disso, em modo root, vamos criar o usuário "Nagios" e suas configurações:

useradd -m nagios
passwd nagios (digite a senha, por exemplo, P@ssw0rd)
groupadd nagcmd
usermod -a -G nagcmd nagios
useradd -m apache
usermod -a -G nagcmd apache


Agora vá nesse endereço e baixe o nagios. Também baixe o Nagios Plugins neste endereço. Lembrando que os caminhos de salvar os arquivos de downloads vai depender de cada máquina ou do modo que vai baixar os arquivos. Por exemplo, se você utilizar o wget, ele vai ser baixado na pasta em que você estiver no prompt de comando. Se você usar o navegador, os arquivos podem ser colocados na pasta Downloads. Além disso, os links mostrados aqui são para a versão 4.0.8 do Nagios, você pode querer baixar as versões mais novas dele e dos plugins, basta navegar nas pastas dos servidores indicados.

No meu exemplo, os arquivos foram baixados na pasta /home/crd/Downloads/. Vou criar a pasta de instalação (tudo como root):

mkdir /usr/local/nagios


Copiando os arquivos para a pasta criada:

cp /home/crd/Downloads/nagios-* /usr/local/nagios/


Descompactando o arquivo do Nagios:

tar -vxxf nagios-4.0.8.tar.gz


Entrando na pasta descompactada:

cd nagios-4.0.8/


Agora vamos ver se todas as dependências estão completas:

./configure --with-command-group=nagcmd --with-httpd-conf=/etc/apache2/conf-available


Se tudo estiver OK, não deverá aparecer nenhum erro. Se aparecer, provavelmente deve ser por falta de determinados arquivos (principalmente arquivos dev, como xpm-dev), instale-os e depois tente novamente. Depois disso, vamos compilar o Nagios:

make all
make install
make install-init
make install-config
make install-commandmode


Antes de prosseguirmos, é necessário algumas configurações. Vá no Terminal e digite os seguintes comandos:

cd /etc/apache2/conf-enable
ln -s ../conf-available/nagios.conf nagios.conf
cd /etc/apache2/mods-enable
ln -s ../mods-available/cgi.load cgi.load


Agora vamos configurar o cgi.load:

nano /etc/apache2/mods-enable/mime.conf


Descomente o item AddHandler cgi-script .cgi


Vamos agora configurar a interface gráfica web. Na pasta de instalação, digite:

make install-webconf


Vamos criar uma conta para a interface:

htpasswd -c /usr/local/nagios/etc/htpasswd.users nagiosadmin (use a senha que você configurou lá no início, como a P@ssw0rd).


Agora reiniciamos o Apache:

service apache2 restart


Agora vamos configurar o Nagios Plugins. Vá na pasta /usr/local/nagios onde deve estar o arquivo do nagios-plugins ( nagios-plugins-2.0.3.tar.gz) e vamos descompactá-lo:

tar -vzxf nagios-plugins-2.0.3.tar.gz


Vamos entrar na pasta dos plugins:

cd /usr/local/nagios/nagios-plugins-2.0.3


Agora vamos configurar os plugins:

./configure --with-nagios-user=nagios --with-nagios-group=nagios
make
make install


Colocamos o Nagios na inicialização do sistema:

update-rc.d nagios defaults


E finalmente:

service nagios restart


Pronto, para ver se o sistema está funcionando, basta abrir o navegador e digitar o ip do servidor/nagios.


Aparecerá um prompt de autenticação, basta usar como usuário "nagiosadim" e como senha a "P@ssw0rd".


Você pode mudar o usuário "nagiosadmin" para um de seu gosto, mas não esqueça de fazer as substituições do seu usuário desejado nas linhas de comando mostradas aqui. Temos então a interface básica (sem os hosts monitorados) do Nagios (nesse exemplo já tinha colocado alguns hosts de monitoramento):


O próximo post vai ser sobre a inclusão dos hosts nos arquivos de configuração do Nagios.